Em SC, 17 contraem gripe A e B neste ano e um morre, diz Dive

13/04/2018 08:44:00
Em janeiro, um idoso de 72 anos morreu após contrair a gripe A H3N2.

Santa Catarina teve 17 casos de gripe A e B entre 31 de dezembro de 2017 e 11 de abril de 2018, divulgou a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) em boletim nesta quinta-feira (12). O estado teve uma morte: de um idoso de 72 anos morador de Florianópolis. Ele teve gripe A subtipo H3N2, considerado a forma mais comum do ano até o momento em Santa Catarina, segundo a Dive.

 


Conforme a Dive, em Florianópolis foram confirmados seis casos, em Braço do Norte, dois e um caso foi confirmado em Biguaçu, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Lebon Régis, Santo Amaro da Imperatriz, São Miguel do Oeste, Tijucas e Tubarão.

 

Dos 17 casos registrados, de acordo com a Dive, quatro são de H1N1. Outros 11 são de H3N2 e dois são de Influenza B.

 

Idosos são maioria dos casos

Os dados são do boletim epidemiológico divulgado pela Dive apontam que a maioria dos casos de gripe, seis, envolve idosos com mais de 60 anos. Dos 17 casos confirmados, 14 tiveram algum fator de risco associado. Além dos seis idosos, cinco são portadores de doenças crônicas e três gestantes.

 

Ainda segundo o relatório, 12 pessoas com gripe foram curadas, quatro aguardam recuperação e uma morreu, um idoso de 72 anos. Conforme a Dive, ele era portador de pneumopatia crônica, imunodeficiência/ imunodepressão e câncer de pulmão.

 

Entenda os tipos de influenza e mutações

O infectologista Renato Kfouri explica que o vírus influenza é dividido em tipos, subtipos e linhagens. Todas essas variações correspondem a diferenças encontradas no material genético do vírus.

 

Primeiro, em relação ao tipo, o influenza é dividido em A, B e C. O vírus A e B são os que infectam seres humanos; já o tipo C, não é incluído em vacinas e não tem relevância para a saúde pública até o momento.


Já essas formas H3N2, H1N1, dentre outras, referem-se aos subtipos do influenza A. As letras H e N referem-se a proteínas encontradas na superfície do vírus, respectivamente, neuraminidase e hemaglutinina.

 

Os números, por sua vez, são referentes a maneira como essa proteína é apresentada, como uma haste mais longa, por exemplo.

 

Já o influenza B é dividido em duas linhagens, que passaram a circular simultaneamente nos últimos anos.

 

Prevenção

Geralmente, as vacinas contra o influenza são disponibilizadas no Brasil entre abril e maio para proteção em junho, período em que o vírus da gripe começa a circular com mais força. Os vírus utilizados para a confecção da vacina são atualizados anualmente e, esse ano, a vacina brasileira ganhou essa nova forma do H3N2 que ajudou a provocar a epidemia mais grave registrada nos EUA nos últimos 13 anos.

Fonte: G1 SC

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