Professor indígena morre após ser agredido em Penha, no Litoral Norte

03/01/2018 09:39:00
Marcondes Nambla foi encontrado na madrugada do dia 1º de janeiro com ferimentos graves na cabeça e será enterrado nesta quarta-feira em José Boiteux

O professor Xokleng Marcondes Nambla foi encontrado desacordado na madrugada do dia 1º de janeiro no Centro de Penha. Segundo o Corpo de Bombeiros, acionado na Rua Eugênio Krause por volta das 5h34min, a vítima estava inconsciente e tinha um ferimento profundo na cabeça e havia suspeita de traumatismo craniano. Ele foi levado ao Pronto Atendimento de Penha e chegou a ficar internado na UTI do Hospital Marieta Konder Bornhausen em Itajaí, mas morreu no início da noite de terça-feira. Conforme o relato de testemunhas aos bombeiros, Marcondes teria sido agredido.

 

De acordo com informações da amiga e parceira de trabalho da vítima, Janaina Hubner, o colega teria ido trabalhar com um grupo no Litoral, vendendo picolé. Marcondes havia saído sozinho para caminhar e ver a festa de Réveillon, mas não retornou. No dia seguinte, os companheiros descobriram que ele estava no hospital.

— Não sabemos quem encontrou, já estava desacordado, espancado, essa é a informação que eles têm. Desconfiam de assalto, mas achamos que foi excesso de violência — conta.

O corpo de Marcondes foi levado para a aldeia Barragem, em José Boiteux, e o enterro está previsto para ocorrer até o fim da manhã desta quarta-feira. Marcondes era professor na escola indígena José Boiteux laklano, orientador da língua, lutava para fortalecer a língua xokleng. De acordo com colegas, ele atuava como juiz na aldeia. Fazia trabalho voluntário e era formado no curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Fonte: JSC

Imagens


  • Autor: Reprodução / Facebook