Ex-deputado Alexandre Ramagem é preso nos Estados Unidos após condenação no STF

14/04/2026 15:49:00




O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) foi preso preventivamente na cidade de Orlando, na Flórida, na segunda-feira, 13 de abril de 2026. A detenção foi realizada pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE), após ele ter deixado o Brasil de forma clandestina, atravessando a fronteira em Roraima antes do término de seu julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).


Ramagem havia sido condenado pelo STF a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão em regime fechado, acusado de participação em tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito. A fuga durante o julgamento levou as autoridades brasileiras a solicitar cooperação internacional para sua captura.


A prisão foi confirmada com a divulgação de uma foto oficial feita pelo ICE, na qual Ramagem aparece usando um moletom verde com capuz. O caso rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, acumulando milhões de interações em poucas horas, com debates sobre a possibilidade de pedido de asilo político e críticas ao fato de a detenção ter ocorrido sob o governo de Donald Trump, aliado da família Bolsonaro.


Atualmente, Ramagem encontra-se em um centro de detenção migratória nos Estados Unidos, enquanto o governo brasileiro, por meio da Polícia Federal e do Ministério da Justiça, articula os trâmites para sua extradição e retorno ao Brasil. Ainda não há prazo definido para a conclusão do processo, mas a expectativa é de que os desdobramentos ocorram de forma rápida devido à gravidade das acusações e à condenação já estabelecida pelo STF.


Este episódio marca mais um capítulo da crise política que se intensificou após os atos golpistas investigados pelo Judiciário, reforçando o papel da cooperação internacional na responsabilização de figuras públicas envolvidas em crimes contra o Estado democrático de direito.

Fonte: TEXTO JVA / Informações Redes Sociais

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  • Autor: Gustavo Moreno / STF