Filho que matou o pai e tentou assassinar a mãe vai a julgamento em Indaial

28/08/2025 17:07:00

Márcio Elizeu Melo foi assassinado em Indaial em janeiro de 2024 — Foto: Reprodução/Redes sociais




Começou nesta quinta-feira (28), no Fórum de Indaial, no Vale do Itajaí, o julgamento de Matheus Melo, jovem de 20 anos acusado de matar o próprio pai e ferir gravemente a mãe em um crime que chocou Santa Catarina. O caso, ocorrido em janeiro de 2024, é julgado pelo Tribunal do Júri e envolve também um segundo réu, Marcos Paulo Schwinden, amigo do acusado, apontado como cúmplice na ação.


O crime aconteceu na madrugada de 29 de janeiro, no bairro Estrada das Areias. Segundo a investigação da Polícia Civil, Matheus teria planejado o assassinato por cerca de dois meses, motivado por desentendimentos familiares e o desejo de obter a herança dos pais. Ele trabalhava na metalúrgica da família e alegava ser tratado como “mero funcionário”, o que teria alimentado o ressentimento.


De acordo com a denúncia, Matheus deixou uma janela aberta em um cômodo sem câmeras e saiu da casa para se encontrar com Marcos. Na madrugada, os dois retornaram e invadiram a residência. O plano inicial era matar o casal enquanto dormia, mas uma faca caiu durante a ação, obrigando Matheus a passar por uma área monitorada para buscar outra arma. O barulho acordou o pai, Márcio Elizeu Melo, de 45 anos, que foi esfaqueado até a morte. A mãe, de 39 anos, também foi atacada, mas sobreviveu após ser hospitalizada.


Durante o interrogatório, Matheus confessou o crime e demonstrou surpresa ao saber que a mãe havia sobrevivido. A investigação aponta para a possibilidade de que ele tenha oferecido dinheiro e uma caminhonete ao amigo como recompensa pela participação. A defesa de Marcos nega a participação dele no crime. As investigações também apontaram para a possibilidade da namorada de Marcos, que é menor de idade, ter ajudado a encobrir o crime, o que levou à inclusão do crime de corrupção de menores entre as acusações


Ambos os réus respondem por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, surpresa e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de tentativa de homicídio qualificado e corrupção de menores. Eles permanecem presos preventivamente desde o início das investigações.


O julgamento teve início às 8h e conta com sete jurados — cinco mulheres e dois homens. O depoimento da mãe, sobrevivente do ataque, foi prestado a portas fechadas, a pedido dela. A expectativa é de que a sessão se estenda por todo o dia, com a apresentação de provas, testemunhos e os interrogatórios dos réus.


A cidade acompanha o caso com atenção, diante da brutalidade do crime e da repercussão que teve na região. A sentença será proferida ao final do julgamento, podendo levar à condenação dos acusados por todos os crimes apontados pelo Ministério Público.

Fonte: TEXTO JVA / Informações Redes Sociais

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