Caça Gripen da FAB é rebocado pelas ruas de Navegantes

22/09/2020 23:17:00
Operação com 140 militares foi realizada para levar aeronave do porto até o aeroporto durante a madrugada. Primeiro dos 36 caças anunciados há 7 anos chegou ao país de navio.

Uma operação com 140 militares foi realizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, para transportar o novo caça Gripen da Força Área Brasileira (FAB) do porto da cidade até o aeroporto.

 

A aeronave que chegou ao Brasil de navio no domingo (20) foi rebocada na madrugada desta terça-feira (22), passando pelas principais ruas, inclusive pela BR-470. O Gripen e é o primeiro F-39E das 36 unidades que tiveram a compra anunciada em 2013.


O deslocamento terrestre ocorreu por volta das 4h por dois quilômetros e teve barreira policial e patrulhamento nos bairros onde há mais ocorrências criminais. Em algumas ruas por onde o caça passou, a asa quase encostava nos muros.


Não foi detalhado quanto tempo levou o trajeto. O caça foi rebocado até o aeroporto Ministro Victor Konder, em Navegantes, de onde deve partir no fim desta semana para São Paulo.


Policiais militares de três cidades, do Batalhão de Choque, guardas municipais, além de militares da aeronáutica e trabalhadores do aeroporto estiveram envolvidos no transporte.


Fase de testes


Fabricado na Suécia, o caça chegou ao Brasil de navio pelo proto de Navegantes em uma área reservada. Não veio voando porque está em fase de testes e ainda devem ser incluídos mais equipamentos. O caça que esta em Navegantes será apresentado oficialmente em uma cerimônia em Brasília em outubro.


A expectativa é que este caça auxilie nos trabalhos em solo brasileiro com as demais aeronaves a serem montadas. Cerca de 200 engenheiros, montadores e pilotos receberam treinamentos. Os últimos 15, dos 36 aviões, devem ser produzidos e montados em solo brasileiro.


Em agosto do ano passado foi realizado o voo inaugural na Suécia. Este é um do aviões comprados no governo da ex-presidente Dilma Rousseff. O contrato com a empresa sueca assinado em 2014 prevê 36 aeronaves por US$ 4,5 bilhões.


Na época da compra, a transferência de tecnologia foi um dos principais motivos para o governo optar pelo Gripen e não pelo Boeing (dos EUA) ou pelo Rafale (da francesa Dassault).

Fonte: G1 SANTA CATARINA

Imagens


  • Autor: Foto: Polícia Militar/Divulgação