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Novo secretário da Casa Civil de SC busca diálogo com deputados na Alesc: 'desafio é interlocução'

13/05/2020 08:26:00
Ele assumiu pasta após Douglas Borba, investigado no caso da compra dos respiradores, pedir exoneração.

Amandio João da Silva Junior, novo secretário da Casa Civil do governo catarinense, visitou nesta terça-feira (12) a Assembleia Legislativa do Estado (Alesc). Responsável pela articulação do governo Moisés com o legislativo após Douglas Borba pedir exoneração, Amandio busca estreitar o diálogo com os deputados diante da crise causada pela compra de 200 respiradores por R$ 33 milhões com dispensa de licitação.

 

O novo secretário da Casa Civil passou boa parte da tarde na Alesc, conversando com os deputados. "O principal desafio nosso é interlocução e ampliação do diálogo com a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, com os poderes constituídos e com a sociedade civil organizada. O diálogo, a forma dessa conexão que nós queremos fazer com a sociedade civil e aqui, com a Assembleia Legislativa, é de fato a grande mudança de mindset do governo", disse.


O empresário Amandio João da Silva é conhecido no governo Carlos Moisés (PSL), foi secretário-adjunto do Desenvolvimento Econômico e Sustentável até o fim do ano passado. Aceitou tentar buscar um equilíbrio no governo, que passa por uma crise política. Douglas Borba, ex-secretário da pasta, é alvo da operação que investiga a compra milionária de respiradores.


"Confio no governador Moisés, confio na equipe, confio no governo porque o mais fácil talvez seria ficar em casa porque realmente a situação não é a mais fácil. Temos um problema pontual que será esclarecido e hoje já se encontra nas mãos dos poderes constituídos para dar sequência às investigações e o que quer que seja. Nós não podemos simplesmente olhar para a fotografia e não olhar para o filme. O governo é um governo exitoso, de um ano e três meses sem nenhum escândalo, sem nenhum problema".


Investigação dos respiradores


A Justiça retirou o sigilo da investigação da força-tarefa do Ministério Público (MPSC), da Polícia Civil e do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC) que apura irregularidades na compra de 200 respiradores por R$ 33 milhões para o governo do estado. As informações embasaram a Operação O2, deflagrada no sábado (9), com 35 mandados de busca e apreensão em quatro estados. Documentos descrevem as suspeitas.


Entre os investigados pela polícia no caso da compra dos respiradores estão os ex-secretários Douglas Borba, da Casa Civil, que pediu exoneração no domingo (10) e Helton Zeferino, da Saúde, que já havia pedido pra sair da pasta em 30 de abril. Uma CPI na Alesc também investiga a compra.


No dia 4 de abril, o estado admitiu "fragilidades" na aquisição dos respiradores e no mesmo dia, o secretário-adjunto da Saúde de Santa Catarina, André Motta, assumiu a pasta. Em depoimentos ao Gaeco, o ex-secretário Helton Zeferino falou que a Casa Civil teria pressionado para que a compra ocorresse, o que foi negado pelo chefe da pasta. Após ser ouvido na Operação O2, o secretário da Casa Civil Douglas Borba apresentou o pedido de exoneração.

Fonte: G1 SANTA CATARINA

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