Livre, leve e solto: Motorista da Hilux que atropelou Felipe Wassosniki tem prisão negada

23/03/2019 10:45:00

 A Justiça negou o pedido de prisão preventiva de Marco Antônio Pinsegher. Ele foi indiciado pela Polícia Civil de Indaial por homicídio com dolo eventual, em virtude da morte de Felipe Wassosniki dos Passos, 19 anos. O jovem morreu no dia 3 de fevereiro atropelado pelo carro conduzido pelo acusado. 


O suspeito também vai responder por uma tentativa de homicídio. Este pelo atropelamento de Lucas Pinto, 32 anos, envolvido no mesmo acidente. Pinsegher atingiu os dois ciclistas na Ponte dos Arcos quando eles voltavam para a casa depois do trabalho, e fugiu sem prestar socorro. De acordo com testemunhas, seria uma Toyota Hilux que teria deixado o Ginásio Sérgio Luiz Petters após a final do Torneio de Verão de Futsal de Indaial.


A juíza Leila Mara da Silva, que negou o pedido de prisão preventiva, determinou que o suspeito entregue a carteira de motorista. Ou seja, está proibido de dirigir. Ele também não pode sair de Indaial sem avisar o Poder Judiciário. 


Segundo o assiste de acusação, advogado Everton Luis Joaquim, o promotor Rodrigo André Vivian pediu ao delegado Marcos Ito Okuma novas diligências e que mais depoimentos sejam colhidos. Além disso, aguarda o laudo cadavérico que será emitido pelo Instituto Médico Legal (IML). 


- Após isso o promotor vai oferecer denúncia contra Pinsegher e pedir novamente a prisão preventiva – afirma Joaquim, ao destacar que a falta de flagrante dificulta que o suspeito seja detido. 


Ediléia Buzzi, que faz a defesa do suspeito, diz que o cliente ainda não entregou a CNH. Eles aguardam o julgamento de um pedido de reconsideração da decisão da magistrada. A advogada ressalta que não há provas de que Pinsegher estaria embriagado, e que desde o momento após o acidente o suspeito fez contato com as autoridades policiais.


- Ele ficou nervoso, foi para casa e ligou para a polícia falando o que tinha acontecido e onde ele estava. No domingo, às 8h, ele ligou novamente para se apresentar, quando ainda seria possível fazer um teste de bafômetro ou exame de sangue. Aí foi orientado a fazer isso na segunda-feira à tarde, aí mandaram voltar na terça. Então desde a hora que ele chegou em casa ele tentou se apresentar – explica Ediléia.

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