Jovem é condenado a 24 anos de prisão por matar e roubar idoso durante programa sexual em SC

06/12/2018 10:35:00
Ele foi condenado por latrocínio e ocultação de cadáver. O crime aconteceu em Lages, em março desse ano.

Um jovem foi condenado a 24 anos de prisão em regime inicialmente fechado por ter matado um comerciante de 60 anos, com intuito de roubar dinheiro, carro e celular. O crime aconteceu em Lages, na Serra catarinense, em março deste ano. A sentença é do dia 29 de novembro. Gustavo Henrique de Jesus Seta da Silva, 21, está preso e confessou o crime.

O réu foi condenado por latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver. O advogado dele, Maurício Marcos Ribeiro, disse que recorreu e que "no sentir da defesa", o crime era de homicídio, não latrocínio.

O homem morto era dono de uma pastelaria em um shopping da cidade. Segundo a sentença, o condenado e a vítima marcaram um programa sexual pela internet. No encontro, no dia 9 de março, os dois se desentenderam, e o jovem agrediu o idoso até ele ficar desacordado. Em seguida, o colocou no carro e dirigiu por 23 quilômetros, com a intenção de matar a vítima e ocultar o cadáver, além de roubar os pertences.

Ao chegar próximo à Usina Hidrelétrica do Salto Caveiras, o carro apresentou um problema mecânico. O jovem agrediu novamente a vítima, para confirmar que estaria morta e ocultou o cadáver a uma distância de 70 metros de onde abandonou o veículo. Depois roubou a vítima, indo embora a pé.

O corpo foi encontrado no dia 11 de março. Na época em que foi indiciado, a Polícia Civil disse que Gustavo Henrique já tinha 31 passagens policiais, a maioria envolvendo crimes violentos. Em depoimento, o jovem disse que não era garoto de programa, e sim, "freelancer" de programas sexuais.

Defesa

A defesa de Gustavo Henrique disse que "respeita o teor da sentença condenatória" e que entrou com recurso na terça-feira (4), optando "por apresentar as razões do seu inconformismo diretamente no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, onde pretende demonstrar que não se trata de crime contra o patrimônio – latrocínio, mas de crime contra a vida – homicídio, pois no sentir da defesa não há provas nos autos que demonstrem sem dúvidas que a motivação do crime era roubar a vítima, muito pelo contrário".

Para o advogado, "a prova processual, incluindo a própria confissão do Gustavo, caracterizam típico crime de homicídio, ocorrido após discussão com a vítima, por motivos que não nos cabe aqui mencionar". Disse ainda que vai buscar "a reforma da sentença de primeiro grau visando a submissão de Gustavo ao Tribunal do Júri".

Fonte: G1 SC

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  • Autor: — Foto: Polícia Civil/Divulgação